Desenvolvendo o Chatbot: Respondendo a Novas Perguntas

Parte do processo de desenvolvimento e atualização do chatbot ANA consistiu no trabalho realizado pelos acadêmicos do curso de medicina da UFMG, que ficaram responsáveis por responder às perguntas com dúvidas sobre a COVID-19 previamente selecionadas a partir dos comentários postados nos vídeos do canal do médico Drauzio Varella no YouTube.

As etapas prévias de seleção das perguntas e separação em perguntas a serem respondidas e aquelas que seriam usadas como treinamento do Chatbot já foram explicadas nas publicações anteriores dessa coleção.

Inicialmente, foi feita uma exclusão daquelas perguntas que pouco ou nada se relacionavam com a COVID-19. As perguntas foram então classificadas de acordo com os temas abordados pelo chatbot ANA, como:

  1. Informações gerais
  2. Transmissão do vírus
  3. Sintomas da doença
  4. Orientação para pacientes com suspeita de infecção pelo coronavírus
  5. Diagnóstico
  6. Tratamento
  7. Cuidados em casa
  8. Higiene das mãos e superfícies
  9. Comportamento e hábitos de vida
  10. Uso de máscara
  11. Gravidez e coronavírus
  12. Animais domésticos

Os temas e, principalmente, a quantidade de perguntas em cada um deles refletem profundamente o momento epidemiológico em que a pesquisa foi feita. Se as mesmas etapas fossem realizadas hoje, outros temas surgiriam, como por exemplo vacinas e novas variantes. Você consegue pensar em outros temas pertinentes ao momento que estamos vivendo agora?

Além disso, as perguntas passaram por um processo de pré-edição, passando por uma revisão ortográfica e gramatical.

Após esse processo, o grupo de acadêmicos foi dividido em duplas que ficaram responsáveis por formular respostas embasadas cientificamente para as perguntas selecionadas. Cada uma das duplas criou seu próprio método para formulação das respostas.

As duplas apresentaram similaridades e diferenças no método de trabalho. A estratégia de selecionar perguntas e temas frequentes foi usada por todas as duplas, como uma forma de organizar as perguntas semelhantes dentro dos temas, facilitar as respostas, e/ou avaliar a relevância e pertinencia das perguntas .

As três duplas ficaram, respectivamente, com os seguintes temas: 1) sintomas, grupo de risco e cuidados em casa; 2) diagnóstico, tratamento, orientações para pacientes e gravidez; 3) comportamento, transmissão e higiene.

A primeira dupla, após a seleção de perguntas mais frequentes, optou por identificar problemas de classificação e realocá-las para que pudessem ser revisadas e respondidas. A segunda dupla utilizou da seleção de frequência para identificar o tema central das perguntas e se elas deveriam ou não ser respondidas. A dupla também conferiu quais perguntas já eram respondidas previamente no chatbot. A terceira dupla, por sua vez, selecionou perguntas que eram pertinentes ao momento epidemiológico enfrentado durante a realização da atividade. Após agrupar as perguntas por similaridade, a dupla buscou uniformizar as respostas o máximo possível, para facilitar o processo do próprio chatbot, criando respostas mais abrangentes que poderiam ser repetidas às perguntas similares.

Para responder as perguntas selecionadas, a três duplas utilizaram os materiais sobre a COVID-19 disponibilizados pelo Ministério da Saúde do Brasil e o conteúdo do UpToDate, uma base de informações médicas, baseada em evidências. Além disso, perguntas muito direcionadas ou especificas que não eram abordadas por esses materiais foram respondidas com base em artigos científicos buscados pelos acadêmicos, em materiais disponibilizados por conselhos federais da área e, em último caso, na opinião de profissionais da área de Saúde.

Figura 1. Fluxograma do processo de seleção perguntas e formulação de respostas usado pela dupla 1.

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