Interações com a ANA e os Novos Casos de COVID-19 em Minas Gerais

ANA é um chatbot, ou seja, um programa de computador online que simula um diálogo e, por intermédio de conversas de texto informativas ou orientações sobre a procura de um serviço de saúde, pode ser uma ferramenta aliada no combate à pandemia. Surgindo como uma possível estratégia de resposta à disseminação da COVID-19, o chatbot desenvolvido por pesquisadores da UFMG é uma opção de educação em saúde, apresentando informações sobre meios de transmissão, diagnóstico, sintomas entre outros temas. Ademais, a ANA realiza uma triagem de casos suspeitos, na qual orienta o paciente sobre procurar ou não um serviço de saúde de acordo com as informações inseridas pelo usuário.

Sabemos que quando se trata de COVID-19, grande parte dos casos leves (que são maioria) não precisa de atendimento em centros de saúde. Dessa forma, a ANA surge como uma ferramenta para ajudar a desafogar os serviços de urgência e evitar que mais pessoas se contaminem, uma vez que a ferramenta possibilita ao usuário fazer uma autoavaliação e, na ausência de sintomas, indica que não é necessário procurar atendimento médico no momento, reduzindo a demanda nos hospitais. Por outro lado, a parte educacional do chatbot é uma fonte de consulta confiável para esclarecer algumas questões frequentes entre os usuários.


Nesse contexto, uma vez que a tecnologia está inserida na vida cotidiana de muitos indivíduos, investiga-se sobre uma possível relação entre o que se passa na internet e o que tem acontecido fora da tela. Surge, portanto, o interesse em comparar o número de interações entre a ANA e usuários com os novos casos de COVID-19 em Minas Gerais. Como uma imagem vale mais que mil palavras, vamos ver o gráfico com essas informações e fazer uma análise do que ele pode nos informar.

Vemos que a contagem do número de casos se inicia no mês de março de 2020, quando tivemos o primeiro caso de Covid-19 em Minas Gerais, na cidade de Divinópolis. Já a contagem de interações com a Ana se inicia em Abril, que é quando o chatbot foi ao ar. Como é possível observar no gráfico, a curva laranja representa os casos confirmados nos meses observados e as barras em azul representam o número de usuários que interagiram com a ANA. A partir disso, investigamos se existe uma relação entre os dois dados. Observamos que em alguns pontos de flexão da curva laranja há em paralelo uma variação semelhante nas barras azuis, respeitando, é claro, a proporção. Sendo mais específicos, podemos observar o sentido da curva e da barra do mês de novembro para o mês de dezembro de 2020, que indicam que tanto o número de casos quanto o número de interações estavam em ascendência nesse período. Da mesma forma, podemos observar que de setembro para outubro foi notório o declínio em ambos os dados. Em contrapartida, em alguns meses essa relação de tendência das curvas não foi observada. Como por exemplo, de agosto para setembro, onde o número de casos confirmados diminuiu, mas a quantidade acessos aumentou.

Considerando que em alguns meses as curvas seguem tendências similares e em outros distintas, isso pode sugerir que outras variáveis além do número de novos casos de COVID-19 influenciam no número de acessos ao chatbot.

Achou interessante? Quer saber como funciona e se a ANA pode te ajudar? Para interagir com a ANA na nossa versão demonstração aqui ou na versão oficial já funcionando no site do Centro de Telessaúde da UFMG (veja os widgets no canto inferior direito da tela).

Referências: SES-MG (acessado em 4 de abril de 2021)

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